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Arnaldo Antunes destaca parceria de Hyldon e Céu em novo Cd – Folha de São Paulo

 

Parcerias de Arnaldo Antunes viajam no tempo em CD

‘Disco’, que teve faixas antecipadas na internet, traz músicas novas e antigas do cantor com mais 15 compositores.

Depois de antecipar quatro canções novas na internet, com intervalo de um mês entre elas, Arnaldo Antunes aparece agora com seu novo álbum de músicas inéditas em formato “físico”.

A ideia inicial do cantor era gravar apenas em 2014. Mas, durante viagem de férias no início deste ano, uma safra de novas músicas o motivou a antecipar o projeto.

“Esse corpo de músicas compostas nas férias acabou sendo o eixo do disco. Em torno dele, eu fui juntando coisas mais antigas, como Vai Trabalhar’, que é da época do começo dos Titãs, que eu cantava nos shows, antes de gravar o primeiro disco.”

O CD leva o nome “Disco” e traz canções com parcerias variadas. São 15 criadores assinando músicas com Arnaldo, nomes já comuns na trajetória do cantor, como Marisa Monte, e colaborações inéditas como a faixa “Ela É Tarja Preta”, composta com artistas da cena paraense.

“O Felipe [Cordeiro] e o Betão [Aguiar] me convidaram para fazer música, vieram aqui em casa com a Luê. O Felipe já tinha uma ideia de refrão, feita com o pai dele, Manoel, e fomos desenvolvendo a melodia, a letra foi saindo”, conta Arnaldo à Folha.

Em uma noite, fizeram duas parcerias. “As pessoas estranham a música, como um óvni dentro do meu trabalho, mas fiz muita coisa que tem afinidade com ela, como Invejoso’. Vou cantar essas duas em seguida nos shows. São narrativas sobre personagens atípicos.”

Atípica, pelo menos à primeira vista, é a trinca de compositores da faixa quase funk “Trato”: Arnaldo, 53, a cantora paulistana Céu, 33, e o veterano do soul pop carioca Hyldon, 62. Três gerações diferentes, de três cenas musicais diferentes.

“Eu fui o responsável pela união, porque convidei os dois para participarem do programa Grêmio Recreativo’, que eu fazia na MTV. Um admirava o trabalho dos outros, mas nos conhecemos pessoalmente ali. Rolou uma afinidade e desde então a gente passou a se encontrar para fazer música”, lembra Arnaldo.

“Sempre que o Hyldon vem a São Paulo, ele liga para mim e para a Céu. Fizemos vários encontros aqui em casa e já temos uma seis ou sete parcerias.” Duas foram gravadas por Hyldon em seu novo álbum, ainda inédito.

ROCK E SERENIDADE

Arnaldo tinha vontade de gravar um disco que, se fosse vinil, teria um lado de rock, acelerado, e outro de músicas mais serenas, como “Morro, Amor” ou “Azul Vazio”.

“Acho que eu trouxe esse princípio para o corpo de músicas desse projeto, com coisas de feição mais pop, nem tanto a um lado nem a outro.”

O resultado dessa combinação pode ser conferido em shows no Sesc Belenzinho, na virada do mês. São seis apresentações, entre 31 de outubro e 9 de novembro, todas com ingressos esgotados.

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