Hyldon

As Coisas Simples da Vida

Mano Brown estreia show Boogie Naipe com convidades especiais

 

Mano_Brown-Estreia_Boogie_Naipe_-_header
 
Mano Brown marcou um novo momento em sua carreira com o show de estreia de seu primeiro disco solo, Boogie Naipe, lançado em dezembro do ano passado. O rapper, conhecido por ser o frontman de um dos grupos mais importantes da música brasileira, Os Racionais Mc’s, apostou todas as suas fichas em uma nova sonoridade e acertou em cheio ao trazer os principais elementos do funk norte-americano e do soul com uma roupagem bem produzida e repleta de alma.
 
Obviamente, que a expectativa de todos que compareceram para ver a primeira mostra do que seria esse novo projeto no palco, estava nas alturas, já que levar toda a potência sonora contida no disco para uma apresentação ao vivo é sempre o ideal, mas – como São Tomé – é precico ver para crer. E claro, Brown não desapontou. Com uma banda completa, composta por dois guitarristas, baixo, bateria, metais, teclados, percussão, DJ, backing vocals e até dançarinos, o primeiro show de Boogie Naipe foi um presente para quem busca produções e música de qualidade.
 
De entrada, pouco antes do início do show, é bacana ver o poder do rap nacional que movimenta sua própria cena de maneira forte e coesa. A casa estava cheia e composta por bela mistura de estilos, idades e referências. Sem dúvida, todos na expectativa para saber como Mano Brown iria se comportar em sua nova roupagem.
 
O começo da apresentação contou com a introdução de Wilson Simoninha que deu as boas vindas ao público e abriu a sequência de convidados que contou com Seu Jorge, Hyldon, Max de Castro, Ed Motta entre outros nomes que durante as duas horas do show se revesaram no palco.
 
Algo que chama muito a atenção é que desde o primeiro acorde a pressão sonora é evidente, a banda bem entrosada e Brown entendendo perfeitamente como sua voz funciona soube usar muito bem cada um de seus momentos e mostrou que pode sim ir além do formato que criou para ele em suas apresentações com os Racionais. Durante o show, o soul man dançou, riu, e cantou muito. A primeira parada para contar uma história só aconteceu após uma hora de música, quando o público já estava em suas mãos. Vale ressaltar que “Boa Noite são Paulo” e “Dance, Dance, Dance” fazem o clima da pista subir vertiginosamente e sem dúvida vão transformar qualquer lugar em um imenso dancefloor.
 
Brown tem um time do primeiro escalão ao seu lado que cria e mantém o clima musical de forma muito natural. Ainda, à medida em que o show caminha é possível ver que ele se diverte cada vez mais, se solta mais e dança pra valer. A fluidez da arpresentação é muito bem pensada, com as músicas bem encaixadas e valorizando os momentos instrumentais, sem cortes abruptos, simplesmente mantendo um flow único que abraça o público. Até mesmo durante o momento em que Brown se perdeu no roteiro a apresentação ganhou muito, justamente por mostrar alguém humano, fazendo o programado, mas sem perder o seu toque pessoal. No entanto, a boa sequência musical só é quebrada próximo do fim da apresentação, quando o show desacelera um pouco, mas nada que mude o todo já visto.
 
Por fim, um show que apresenta todas as qualidades que você busca quando sai de casa em busca de soul e funk, pesado e com qualidade fora da média. Com certeza, à medida que as apresentações de Boogie Naipe acontecerem com mais frequência a música deve se tornar ainda mais magnética e marcante, já que a estrada – sem dúvida – sempre agrega boas nuances. Em todo caso, Boogie Naipe ainda conta com dois shows com essa estrutura, um em Goiânia como parte do Festival Bananada, no dia 14 de maio, e outro no Rio de Janeiro, no dia 20. Ouça Boogie Naipe.
 
Por Jacídio Junior
Fonte: omelete.uol.com.br

   

Voltar